FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS

Seu contrato precisa fazer sentido nos números.

A análise pericial organiza o contrato, o custo efetivo, as parcelas e a evolução da dívida para mostrar o que foi pactuado, o que foi cobrado e quais pontos merecem avaliação técnica ou jurídica.

  • Leitura do contrato e dos demonstrativos
  • Reconstrução da evolução financeira
  • Memória de cálculo clara e rastreável
Solicitar pré-análise de viabilidade
ANTES DE QUALQUER CONCLUSÃO

Nem todo contrato caro contém irregularidade. Nem toda cobrança está corretamente demonstrada.

O objetivo da análise é separar impressão de evidência. A RMS examina os documentos e reconstrói os números antes de indicar se existe fundamento técnico para questionamento, negociação, quitação ou apoio a uma estratégia jurídica.

COMPREENDER ANTES DE QUESTIONAR

Instrumento, modalidade, taxas e amortização não são a mesma coisa.

A análise começa identificando o documento e a operação. Depois, verifica como as condições financeiras foram estruturadas e demonstradas.

DOCUMENTO

CCB — Cédula de Crédito Bancário

A CCB é um título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira, representando promessa de pagamento decorrente de operação de crédito. Pode existir em forma cartular ou escritural e conter garantia real ou fidejussória.

  • Formaliza uma promessa de pagamento.
  • Pode prever juros, encargos, garantias e vencimento antecipado.
  • A análise reúne a cédula, aditivos, extratos e planilhas.
MODALIDADE

CDC — Crédito Direto ao Consumidor

O CDC é uma modalidade de financiamento destinada à aquisição de bens duráveis, incluindo veículos. A CCB pode ser o instrumento que formaliza a dívida, mas CCB e CDC não são sinônimos.

  • O crédito possui finalidade definida: adquirir o veículo.
  • O bem pode funcionar como garantia da operação.
  • Taxas, prazo, entrada e custos devem ser lidos em conjunto.
FORMA DO TÍTULO

Cartular ou escritural

A CCB pode ser documentada em papel ou emitida em sistema eletrônico de escrituração. Em ambos os casos, a análise deve considerar o inteiro teor do instrumento, eventuais aditivos e demonstrativos vinculados.

  • Cartular: documentada em suporte físico.
  • Escritural: emitida e mantida em sistema eletrônico.
  • A forma muda; a necessidade de conferir o inteiro teor permanece.
GARANTIA

Alienação fiduciária e leasing

No financiamento com alienação fiduciária, o veículo funciona como garantia da dívida. No leasing, a instituição adquire o bem e concede o uso ao cliente durante o contrato, com as opções previstas para o encerramento.

  • Na alienação, o veículo garante a dívida até a quitação.
  • No leasing, a propriedade permanece com a arrendadora durante o contrato.
  • Quitação, devolução e opção de compra dependem da modalidade e do instrumento.
AMORTIZAÇÃO

Tabela Price e SAC

Na Price, em condições de taxa invariável, as prestações são iguais e a composição entre juros e amortização muda ao longo do prazo. No SAC, a amortização é constante e as prestações tendem a diminuir. A utilização de um sistema, isoladamente, não demonstra irregularidade.

  • Price: prestações iguais quando a taxa não varia.
  • SAC: amortização constante e prestações geralmente decrescentes.
  • O sistema deve ser reconstruído conforme o contrato, não presumido.
CUSTO DO CRÉDITO

CET, taxa mensal e taxa anual

O CET reúne juros, tributos, tarifas, seguros e outras despesas consideradas na operação. Taxas mensais e anuais devem ser lidas de forma equivalente; em juros compostos, a taxa anual não corresponde à simples multiplicação da taxa mensal por doze.

  • O CET mostra o custo total, não apenas os juros.
  • Taxa mensal e anual precisam ser matematicamente equivalentes.
  • Em juros compostos, a taxa anual não é a mensal multiplicada por doze.
O que a pré-análise verifica: disponibilidade e consistência dos documentos, modalidade da operação, pergunta técnica, materialidade e viabilidade de aprofundamento. A pré-análise não promete redução de parcela, revisão judicial ou restituição.
QUANDO ANALISAR

Situações que merecem esclarecimento técnico.

Parcela diferente do esperado

Quando a evolução dos pagamentos não está clara ou parece incompatível com a contratação.

Quitação antecipada

Quando é necessário conferir o saldo e a redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

Custos incorporados

Quando tarifas, seguros, tributos ou serviços agregados precisam ser identificados no custo total.

Renegociação ou ação judicial

Quando advogado e cliente precisam de uma base numérica organizada antes de definir a estratégia.

O QUE É EXAMINADO

Uma leitura completa do financiamento.

  1. 01
    Contrato e proposta

    Valor do veículo, entrada, valor financiado, prazo, taxas, CET e condições pactuadas.

  2. 02
    Composição do custo

    Juros, tributos, tarifas, seguros e outras despesas que integram a operação.

  3. 03
    Fluxo financeiro

    Parcelas pagas, amortização, encargos, atrasos, renegociações e saldo informado.

  4. 04
    Cenários técnicos

    Reconstruções e comparações pertinentes ao objetivo definido com o cliente ou advogado.

  5. 05
    Conclusão compreensível

    Achados, limites, memória de cálculo e pontos que precisam de avaliação jurídica.

INFORMAÇÃO E FUNDAMENTO

O que os documentos devem revelar.

Custo Efetivo Total

O CET reúne juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas da operação. Ele permite compreender e comparar o custo real do crédito.

  • O CET mostra o custo total, não apenas os juros.
  • Taxa mensal e anual precisam ser matematicamente equivalentes.
  • Em juros compostos, a taxa anual não é a mensal multiplicada por doze.

Informações contratuais

O contrato deve apresentar taxas efetivas, despesas, CET e critérios de cobrança em caso de atraso, além de outras informações aplicáveis.

  • Confira taxa mensal e anual, CET, prazo e número de parcelas.
  • Identifique tarifas, seguros, tributos e serviços agregados.
  • Verifique mora, multa, vencimento antecipado e forma de quitação.

Liquidação antecipada

O Código de Defesa do Consumidor assegura a liquidação antecipada, total ou parcial, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

  • Pode ser total ou parcial.
  • Deve considerar a redução proporcional de juros e acréscimos futuros.
  • O saldo informado pode ser confrontado com a memória de cálculo.
COMO FUNCIONA

Da demanda à orientação técnica.

  1. 1. Contexto inicial

    Você informa a situação e o objetivo da análise.

  2. 2. Documentos essenciais

    Contrato, proposta, comprovantes, extratos e demonstrativos disponíveis.

  3. 3. Avaliação de escopo

    A RMS delimita as perguntas, o material necessário, o prazo e a forma de entrega.

  4. 4. Análise e acompanhamento

    Os números são reconstruídos e os esclarecimentos continuam conforme o caso evolui.

SEPARE, SE DISPONÍVEL

Documentos que ajudam na avaliação.

Contrato ou cédula de créditoProposta e planilha do CETComprovantes de entradaParcelas e extratos pagosSaldo para quitaçãoRenegociações e comunicações
ANÁLISE DA DEMANDA

Conte o que precisa ser esclarecido.

Envie apenas os dados iniciais. A documentação será solicitada posteriormente por canal adequado, se necessária.

Formulário demonstrativo. Integração segura e política de privacidade serão configuradas antes da publicação.
PERGUNTAS FREQUENTES

Antes de solicitar a análise.

A análise garante redução da parcela ou restituição de valores?

Não. A análise esclarece o contrato e os números. Qualquer medida depende dos achados, da documentação e da avaliação jurídica.

Preciso já ter advogado?

Não necessariamente. Quando houver controvérsia jurídica ou intenção de ajuizamento, a RMS pode organizar a base técnica para o profissional responsável pela estratégia jurídica.

O contrato ainda pode ser analisado depois da quitação?

A possibilidade e a utilidade dependem do objetivo, dos documentos disponíveis e das circunstâncias. A avaliação inicial serve para delimitar isso.

Qual é o prazo?

O prazo é definido após a leitura inicial da demanda e do volume documental, com escopo e forma de entrega claramente estabelecidos.